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Sábado, Janeiro 28, 2006 ::
.: sentimentos.
é, pois é. tanto tempo sem despejar minhas coisas aqui mas, como "quem é vivo sempre aparece" [ tá certo, nem sempre ], aqui estou eu novamente. depois de tantos dias passados, tantos sentimentos mudados, tantas coisas vividas. depois, também, de tantos dias que pareciam não ter fim, sentimentos que se mantiveram, tantas coisas que poderiam ter sido vividas e não foram. só que viver é isso. é perder, é ganhar, é rir, é chorar, é hesitar, é dar a cara à tapa, é ferir, é ser ferida. e desse jeito é que se segue em frente ou, pelo menos, deveria-se. eu procuro encarar cada momento como um aprendizado. claro que nem sempre é fácil achar os pontos positivos das situações, mas é fundamental procurá-los.
dois mil e cinco não foi apenas mais um ano e sim, o ano. se fossem somados os dias em que eu mais fui feliz, dois mil e cinco ficaria em primeiro ligar, mas também levaria do troféu do ano com mais lágrimas e momentos desesperadores de toda a minha vida. é. vai ver que foi nisso em que ele fez a diferença. seria hipocrisia minha dizer que eu não me arrependo de nada. quando se analisa atitudes, decisões que foram responsáveis por horas de choro, dá vontade de voltar o relógio e mudar um detalhe, mas essa vontade dá e passa. prender-se nessa ilusão é burrice, porque o que foi feito, como aponta a própria conjugação do verbo, já foi feito, já passou, já aconteceu. e, uma coisa na qual eu acredito é: tudo isso foi necessário pra que hoje as coisas sejam tão especiais como são.
pra cada momento tiveram aquelas pessoas. umas tornaram-se apenas "pessoas" e outras tornaram-se imensuravelmente importantes. de maneiras diferentes, mas fundamentais. que já estavam ali e já eram especiais pra mim, apesar de brigas, de crises, e que num momento, numa fração de segundo fizeram com que eu sentisse o amor de uma forma tão inebriante, tão embreagadora, tão grande que seria impossível medir. um número de pessoas que conta-se em uma mão, e ao mesmo tempo possuidoras de tanto amor que não cabe no universo. e é à elas que eu agradeço o ano de dois mil e cinco. não só as que me fizeram rir, como também as que arrancaram lágrimas.
e agora o ano mudou de nome pra dois mil e seis. trouxe com ele promessas de perpetuar os acertos e consertar os erros. bastam dez minutos de fogos vistos à noite na praia e um sentimento de renovação de forças surge. um tanto quanto bizarro, mas de todo modo necessário. o ser humano precisa disso, ou pelo menos eu preciso. nem que seja só por alguns minutos é bom ter aquela coragem de fazer as coisas diferentes. vai que acaba funcionando, né?
placebo - sleeping with ghosts
:: srta. phoda 3:37 AM [+] ::
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Quinta-feira, Maio 12, 2005 ::
.: palavras.
uma necessidade de expor meus sentimentos, mas ao mesmo tempo uma total falta de prática nisso. parece que qnd a gente mais precisa de alguma coisa ela se complica. aí vem a contradição: talvez pq tem coisas q não devem ser expostas. tá td tão confuso aqui por dentro, não tenho mais certeza do que é, não consigo imaginar oq vai ser. não me deixa mais feliz nem triste como antes. definitivamente, eu não sou uma pessoa pra meios sentimentos.
pra somar [ ou pra subtrair. pq essa matemática dos sentimentos nunca se sabe ao certo qnd uma coisa tá acrescentando ou subtraindo ] vem aquela sensação de felicidade monótona. é. é felicidade, mas aquela coisa, aquele "quê" de especial, não existe. pode parecer coisa de maluco, mas preferia tá sofrendo por uma grande paixão à essa coisa morgada que tá. tem hora que faz falta vc pensar em alguém e sentir aquele frio na barriga, ou até mesmo aquela dorzinha no coração.pois é, eu tenho que aprender realmente a deixar rolar e acreditar que na hora certa, vai chegar.
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cheguei já à conclusão! quando te disserem que "mente vazia é oficina do diabo", não estão mentindo. o ser humano tem uma necessidade de sempre ter a mente ocupada, afinal, eu não conheço ngm que consiga ficar sem pensar em qualquer coisa por alguns minutos. então, se você não tem um trabalho, uma competição, ou qualquer outra obrigação pra te "preocupar", vai começar a da uma maior importância pra qualquer besteira que tá escondida nos seus pensamentos. sejam os mais profundos ou os mais fúteis. é, pois é. nunca quis tanto que as minhas aulas começacem!
negative - still alive
:: srta. phoda 9:53 AM [+] ::
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Segunda-feira, Maio 09, 2005 ::
mudanças.
às vezes eu me espanto quando eu paro pra pensar que em tão pouco tempo minha vida deu uma mudada monstra.
começando pelas amizades. pessoas que já estavam ao meu redor há algum tempo passaram a habitar a minha vida de uma forma nunca imaginada, pessoas que eu jurava que nunca iriam se afastar de mim, agora não passam de meras lembranças de um passado legal, mas passado. e outras que surgiram "do nada" e se apossaram de um generoso pedaço do meu coração e hoje não dá pra imaginar uma vida longe delas.
tem também o fato de ontem eu estar no colégio e hoje estar me preparando pra amanhã começar uma faculdade. já não agüento mais escutar o qnt entrar numa universidade vai mudar a minha vida e o "hoje" que se torna cada vez mais monótono junta com uma ansiedade e empolgação um tanto quanto anormal, pelo menos pro meu conceito. detesto botar mta expectativa nas coisas pq geralmente elas acabam sendo menos do que a gente estava esperando, mas eu tenho uma veia otimista, um tanto qnto bizarra, e ela me direciona a crer no melhor das coisas. espero não quebrar a cara.
o coração foi uma das áreas que acabou mais me surpreendendo. um ano dedicando meus pensamentos e suspiros pra uma única pessoa em vão. não que eu tenha descoberto isso logo no final, pra falar a verdade foi no início, mas como a esperança é a última que morre [ e eu tenho que admitir uma ponta de existência dela ainda ] esse amor, ou paixão, ou quem sabe até um simples comodismo [ afinal, o coração tbm se acostuma com certas situações ] foi alimentado. por mais que eu admita a existência de algum resto desse sentimento, prefiro a amizade pq nessse tempo todinho foi oq fortaleceu e, ao invés de me lembrar uma coisa triste, me dá alegria.
mas isso é fichinha pro resto das coisas que aconteceram.
vontades novas começaram a surgir e, de certa forma me espantaram. só que o impacto inicial não me fez deixar de viver essas novas experiências. não me arrependo de nada, não mesmo. um sentimento que foi se tornando cada dia maior, mesmo que em meio à brigas e discussões por motivos fúteis, e que acabou se desgastando por causa delas. o desejo vira e mexe me dá uma pontada, mas a cada dia as situações se dispõem de tal forma que o sentimento em si vai se distanciando e me fazendo achar que, de novo, optar pela amizade é sair no lucro. agora só cabe à mim saber se eu quero perder ou ganhar. razão ou coração?
janis joplin - maybe
:: srta. phoda 10:55 AM [+] ::
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